I
Nirtão, Lídia e Matheus,
uma imensidão de amor vai de mim a vocês,
para que o filho saiba
e os colegas lembrem
que ele marca nossas vidas,
sob as Arcadas,
na Casa do Estudante,
no Mosca Frita,
nas gestas políticas,
pelas ondas da internet,
agora,
neste instante,
e para todo o sempre.
Nirtão nunca andará sozinho,
II
A organização Rosa Mística
anuncia com pesar
que Nilton Stachissini
será velado e enterrado
em Cosmorama.
(Nirtão de óculos escuros,
acontecendo).
III
Cosmorama.
Também quero morrer em Cosmorama.
Num espetáculo que nos mostra o
Universo: Cosmo-rama.
O Universo que fez Nirtão,
que nos fez e que
nos desfaz
a todo instante
pelos séculos dos séculos.
Vou-me embora para
Cosmorama.
Lá sou amigo
do que me fez.
Do Nirtão e
do todo que nos faz e fez.

Caio,
Não conheci o Nirtão, mas que sujeito ele de ter sido!
Pra receber esse belo poema, que certamente foi merecido.
Que ele vá em paz e que tenha
o descanso dos bons e queridos
mas que saiba que deixa aqui em baixo
saudosos e desamparados
poetas e muitos amigos.
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As perdas se acumulam com o tempo. Com elas, o que fomos deixa de ser mais um tanto. Ritualizar a perda é tão antigo quanto a Humanidade. Crio ritos para perdas.
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